Cinzas do Norte / Milton Hatoum
Em Cinzas do Norte Milton Hatoum (Manaus, 1952) nos conta a história da amizade entre: Lavo e Mundo, em um livro que é narrado em primeira pessoa por Lavo e que traz um panorama interessante do Norte do Brasil, em especial Manaus, nos anos que antecedem e nos que sucedem o regime militar no Brasil.
Para um paulista como eu, urbano como uma barata, o quem mais chama atenção no início do livro são as vívidas imagens da cultura do norte. Um choque de cores e os sabores, por assim dizer. Urbanóide, fiquei vividamente impressionado com hábitos rotineiros retratados no livro, coisas como comer uma tartaruga ou seus ovos (justo eu, que como tiras de peixe crú com palitinhos mergulhando-as em um salgado molho de soja temperado com raiz forte).
Outro ponto interessante é a constante discussão sobre o que é a arte e qual o seu sentido (caso haja um). A história em si é triste e no meio me pareceu meio arrastada, melhorando no final. O livro é bom sem ser excepcional, uma literatura honesta.
Claro, sempre é possível que eu não o tenha sabido avaliar direito pois o autor escreveu também os livros (que ainda não li) "Relato de um Certo Oriente" e "Dois Irmãos", ambos laureados com o Prêmio Jabuti.
- TÍTULO: Cinzas do Norte
- AUTOR: Milton Hatoum
- EDITORA: Cia. das Letras
- PÁGINAS: 312
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