Fisl 10 - segundo dia

Hoje no FISL: Yo-ho-ho e um avião de rum!

  • O meu segundo dia começo com “#spectrial – How piracy became theatre” a mega palestra de Peter Sunde do Pirate Bay.
  • Depois foi a vez da mesa redonda “A Regulação da Internet no Brasil: marco civil, a proteção da privacidade, cybercrimes e a nova lei de direitos autorais” com um monte de gente, incluindo aí o Sérgio Amadeu.

Na primeira o Peter Sunde contou como ele e seus camaradas estão bagunçando com as leis na Suécia, Europa e Estados Unidos. Auditório Lotado. Na segunda, auditório lotado de novo. A sociedade civil começa a se organizar para lutar contra o nefasto projeto do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Até o Google tinha um representante preocupado na mesa.

  • Depois, para fechar o dia, Richard M. Satllman (é o próprio) apresentou a palestra “Copyrigth vs Community” onde atacou a atual lei de copyrigth pelo mundo e propôs novas idéias para regular a produção cultural da humanidade.

Com tudo isso, a sensação que vai ficando é que a sociedade não aceita mais as regras estabelecidas pelos governos para o acesso a cultura e a tecnologia. Quem nunca fez um download de música, tirou uma xerox de um texto acadêmico ou (pasmem!) tocou uma música que não era sua em uma festa junina que me desminta.

O segundo dia do 10 Fisl foi intenso em Foi um dia de debates contra o cerceamento da cultura, contra os abusos das corporações, contra os abusos do poder, contra os abusos da política como este "Projeto de lei de cibercrimes"

(Eu já tinha comentado aqui: http://www.rbns.com.br/node/435 e você pode registrar que é contra aqui:http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html )

 

Mas qual a relação disso com o post anterior sobre a vigem de avião para POA? Qual a relação que tecnologia e liberdade podem ter com aviões?

 Livre desde o nascimento...

Simples: Santos Dumont.

Há uma enorme réplica do Demoiselle, um avião feito pelo Santos Dumont, bem no saguão de entrada da PUC-RS, onde o Fisl 10 está acontecendo.

"Demoiselle é um modelo leve e pequeno de avião que Santos Dumont construiu em 1907. O autor lança a idéia de compartilhamento, não tendo permitido que o projeto fosse patenteado. A documentação da construção da aeronave admitia a utilização, adaptação e cópia da invenção, como um bem da humanidade."

No Brasil (e na França) é muito comum que ocorra um debate sobre quem invetou o avião. Se foram os irmãos Wrigth norte-americanos ou se foi o nosso Santô.

Isso é bobagem. A resposta muda dependendo do que você considerar que é um avião (com ou sem motor, manobrável ou não, etc.)

É bobagem. O importante é saber quem queria que os homens voassem. Os irmãos Wrigth tinham paranóia de ser copiados, faziam tudo em segredo e só pensavam nas patentes de seus inventos. Santos Dumont queria que os homens voassem.

 

Para quem se interessar por esta história eu recomendo fortemente a obra em quadrinhos do cartunista Spacca: Santô e os pais da aviação, um dos melhores gibis brasileiros que eu já li.(Compra na Livraria Cultura ou no Submarino)

 

O Software Livre e a liberdade da Cultura hoje são como os aviões ontem. De uma lado estão aquele que querem ser donos das idéias, do outro estão aqueles que querem ver a humanidade voando.

 

 

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